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sexta-feira, 10 de abril de 2020

1º Livro Judaico dos porquês


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O Rabino Alfred J. Kolatch nos apresenta um livro esclarecedor sobre o Judaísmo. Ele nos mostra os rituais judaicos mesmo não indicando a preocupação clássica de justificar ou julgar.

De forma muito bem organizada o livro traz muita informação sobre os primeiros anos do judaísmo, casamento e divórcio, morte e luto, as leis alimentares, objetos e vestimentas, a Sinagoga, postura e oração, o Shabat, Pêssach, Shavut, as grandes festas, Sucótm Shemini Atséret e Simcat Torá, Chanucá, Purim, Festividades menores. Sempre com perguntas. 

Fiquei muito feliz em entender o Judaísmo por meio dos porquês e não por meio do “sempre foi assim”. Uma boa metodologia pois ela é a base do processo de aprendizagem orientado por Paulo Freire, Vigotski, Montessori, Piaget e pasmem, pelos rabinos a mil anos. 

Gostei no livro foram os conceitos judaicos sempre indicados por suas raízes etimológicas, não restritas ao ídiche ou aramaico, mas toda a contribuição do grego, do latim e outros idiomas. Nesse sentido, os escritos em aramaico, língua popular, indicam uma preocupação com os menos letrados,  para que todos lessem. 

Ele aborda a distinção entre a Torá (o pentateuco: (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) e o Talmude. O primeiro como o livro sagrado recebido por Moisés no monte Sinai e o segundo como o livro de estudos. Muito importante essa distinção, pois o Talmude para mim indicou o caráter comunitário e democrático do rabinato.

O rabino também desvela o caráter comum a todas as religiões que são seus rituais, os procedimentos frente ao sagrado. Fiquei muito feliz em confirmar a Tradição entre os judeus, o que lhes infere o ser Judeu, não sendo este um procedimento científico, mas de decisão política.

O livro nos traz também a distinção entre judaísmo e cristianismo quanto a vinda do Messias.

O conceito de Santo para o judaísmo é de separado, o que os distingue como povo escolhido, santo e, portanto, separado de todos. Assim, uma vez Judeu, não importa onde você nasça, você sempre será Judeu, santo, escolhido, separado.

Há também nos preceitos judaicos o respeito ao gentio, aquele que não é judeu, dentro de suas limitações, claro.